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São Paulo - 25/08/2009


Mostra Fiesp/Ciesp: equilíbrio é chave para alcançar sustentabilidade.

Nova economia no pós-crise deve conciliar desenvolvimento e preservação ambiental. A postura foi unânime na abertura do evento, que vai até quinta-feira (27)


Da esq. p/a dir.:  Monica Serra, primeira-dama do Estado; Paulo Skaf, presidente da Fiesp; e Eliane Belfort, diretora do Cores da Fiesp

O equilíbrio é a palavra-chave na discussão da sustentabilidade no pós-crise. Encontrar o meio-termo entre as questões econômicas, sociais e ambientais também se configura como o passaporte do mundo para entrar de fato no século 21. Este foi o tom de abertura da Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental, que começa nesta terça-feira na sede das entidades, em São Paulo.

“Não podemos encarar o tema com visão única. Precisamos do desenvolvimento com responsabilidade e cuidados ambientais, mas também precisamos de oportunidade para gerar crescimento, riqueza e trabalho ao País. Para isso, devemos buscar o equilíbrio”, afirmou Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

A prioridade de estabelecer uma nova economia que concilie desenvolvimento e preservação do meio ambiente está no centro dos debates do primeiro dia da Mostra, que vai até quinta-feira (27). O evento, que espera 10 mil visitantes, terá mais de 130 debatedores, além da exposição de cases, oficinas e apresentações culturais.


Para os três dias da Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental, são esperadas cerca de 10 mil pessoas. Abertura lotou o Teatro do Sesi São Paulo

Para Eliane Belfort, diretora-titular do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Fiesp, a chamada “nova economia” é baseada em três ações: incluir a sociedade, preservar o meio ambiente e gerar novas oportunidades para o negócio.

“Para estar dentro do negócio, cada empresa tem que desenvolver seu próprio modelo de responsabilidade socioambiental. É preciso estar atento, e saber que não são os mais inteligentes e mais aptos que ficarão no mercado, mas aqueles que souberem aproveitar bem as oportunidades”, definiu.

Nova postura


Eduardo Jorge, secretário municipal do verde e do
meio ambiente
Para o secretário municipal do verde e do meio ambiente, Eduardo Jorge, passamos por uma mudança de século que não é comum, e influencia a forma de viver e conviver em sociedade. Segundo ele, a postura dos países na 15ª Conferência do Clima em Copenhage, no final do ano, é crucial para a história da humanidade e pode marcar a verdadeira virada para o século 21.

“Em décadas passadas, procurava-se equilibrar os polos econômico e social. Partia-se do pressuposto de que havia um terceiro elemento, infinito a nossa disposição, que se podia sacar à vontade, às vezes sem nem pagar juros”, afirmou Jorge. “Esse sistema culminou na crise do final do século 20, da qual o aquecimento global e as mudanças climáticas são a síntese. Agora o equilíbrio é econômico, social e ambiental”, resumiu.

A Fiesp formou um comitê para definir uma postura da indústria brasileira sobre o acordo climático que substituirá o Protocolo de Kyoto, vigente até 2012, e que será discutido na Conferência do Clima, na capital dinamarquesa, em dezembro. Mas mais do que isso, segundo Paulo Skaf, o objetivo é trabalhar por uma “agenda Brasil” em Copenhage.

“É fundamental que haja uma mensagem única do País. Não pode haver diferença entre empreendedores, ambientalistas, autoridades, entidades organizadas. Temos que estar acima de tudo, como brasileiros”, defendeu o presidente da Fiesp/Ciesp. Para o dirigente, o Brasil não deverá aceitar metas sem que os demais países também assumam compromissos com a redução da emissão de gases poluentes.

Os debates

O Meio Ambiente será o centro das atenções da Mostra na quarta-feira (26), ao tratar da reforma tributária verde, do Código Florestal e da responsabilidade da indústria, além de ampliar as discussões sobre a evolução do Protocolo de Kyoto e a expectativa da posição do Brasil em Copenhage.

Na quinta-feira (27), última dia de debates, o eixo será a sustentabilidade. Em foco: a educação como ferramenta para o desenvolvimento sustentável, a importância do esporte, qualidade de vida, e uma ampla discussão sobre saúde e assistência médica com representantes da indústria, sindicato e a Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS).

Mariana Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

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