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Mostra Fiesp/Ciesp: equilíbrio é chave para alcançar sustentabilidade.
Nova economia no pós-crise deve conciliar desenvolvimento e preservação ambiental. A postura foi unânime na abertura do evento, que vai até quinta-feira (27)
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Da esq. p/a dir.: Monica Serra, primeira-dama do Estado; Paulo Skaf, presidente da Fiesp; e Eliane Belfort, diretora do Cores da Fiesp
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O equilíbrio é a palavra-chave na discussão da sustentabilidade no pós-crise. Encontrar o meio-termo entre as questões econômicas, sociais e ambientais também se configura como o passaporte do mundo para entrar de fato no século 21. Este foi o tom de abertura da Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental, que começa nesta terça-feira na sede das entidades, em São Paulo.
Não podemos encarar o tema com visão única. Precisamos do desenvolvimento com responsabilidade e cuidados ambientais, mas também precisamos de oportunidade para gerar crescimento, riqueza e trabalho ao País. Para isso, devemos buscar o equilíbrio, afirmou Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.
A prioridade de estabelecer uma nova economia que concilie desenvolvimento e preservação do meio ambiente está no centro dos debates do primeiro dia da Mostra, que vai até quinta-feira (27). O evento, que espera 10 mil visitantes, terá mais de 130 debatedores, além da exposição de cases, oficinas e apresentações culturais.

Para os três dias da Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental, são esperadas cerca de 10 mil pessoas. Abertura lotou o Teatro do Sesi São Paulo |
Para Eliane Belfort, diretora-titular do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Fiesp, a chamada nova economia é baseada em três ações: incluir a sociedade, preservar o meio ambiente e gerar novas oportunidades para o negócio.
Para estar dentro do negócio, cada empresa tem que desenvolver seu próprio modelo de responsabilidade socioambiental. É preciso estar atento, e saber que não são os mais inteligentes e mais aptos que ficarão no mercado, mas aqueles que souberem aproveitar bem as oportunidades, definiu.
Nova postura

Eduardo Jorge, secretário municipal do verde e do
meio ambiente |
Para o secretário municipal do verde e do meio ambiente, Eduardo Jorge, passamos por uma mudança de século que não é comum, e influencia a forma de viver e conviver em sociedade. Segundo ele, a postura dos países na 15ª Conferência do Clima em Copenhage, no final do ano, é crucial para a história da humanidade e pode marcar a verdadeira virada para o século 21.
Em décadas passadas, procurava-se equilibrar os polos econômico e social. Partia-se do pressuposto de que havia um terceiro elemento, infinito a nossa disposição, que se podia sacar à vontade, às vezes sem nem pagar juros, afirmou Jorge. Esse sistema culminou na crise do final do século 20, da qual o aquecimento global e as mudanças climáticas são a síntese. Agora o equilíbrio é econômico, social e ambiental, resumiu.
A Fiesp formou um comitê para definir uma postura da indústria brasileira sobre o acordo climático que substituirá o Protocolo de Kyoto, vigente até 2012, e que será discutido na Conferência do Clima, na capital dinamarquesa, em dezembro. Mas mais do que isso, segundo Paulo Skaf, o objetivo é trabalhar por uma agenda Brasil em Copenhage.
É fundamental que haja uma mensagem única do País. Não pode haver diferença entre empreendedores, ambientalistas, autoridades, entidades organizadas. Temos que estar acima de tudo, como brasileiros, defendeu o presidente da Fiesp/Ciesp. Para o dirigente, o Brasil não deverá aceitar metas sem que os demais países também assumam compromissos com a redução da emissão de gases poluentes.
Os debates
O Meio Ambiente será o centro das atenções da Mostra na quarta-feira (26), ao tratar da reforma tributária verde, do Código Florestal e da responsabilidade da indústria, além de ampliar as discussões sobre a evolução do Protocolo de Kyoto e a expectativa da posição do Brasil em Copenhage.
Na quinta-feira (27), última dia de debates, o eixo será a sustentabilidade. Em foco: a educação como ferramenta para o desenvolvimento sustentável, a importância do esporte, qualidade de vida, e uma ampla discussão sobre saúde e assistência médica com representantes da indústria, sindicato e a Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS).
Mariana Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp
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