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Paulo Skaf anuncia cruzada nacional contra a CSS
Em discurso crítico, presidente do Ciesp e da Fiesp convoca a sociedade brasileira para repetir o movimento que em 2007 impediu a continuidade da CPMF
O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf, anunciou, durante a abertura do Congresso da Indústria, na quinta-feira (12), em São Paulo, que vai iniciar uma "nova cruzada" contra a Contribuição Social para a Saúde (CSS). A medida foi aprovada na quarta-feira (11) na Câmara do Deputados por dois votos de vantagem.
No seu discurso em favor da transparência no processo da Reforma Tributária e contra a criação de novas taxas e impostos, Skaf demonstrou indignação com a aprovação da contribuição, considerada por ele "um desrespeito à sociedade brasileira".
Para o presidente do Ciesp/Fiesp, a aprovação da CSS é uma ilegalidade por não ter sido aprovada por meio de uma emenda constitucional, que exigiria 60% dos votos do plenário. "É um caminho ilegal, que desrespeita a sociedade, que não admite mais impostos, desrespeita a lei e desrespeita o projeto de reforma tributária, de autoria do próprio governo federal".
Skaf considerou ainda que a proposta da CSS está na contramão da reforma tributária. "Não podemos, para cada nova iniciativa, criar um imposto. Para isso, servem os R$ 600 bilhões que o governo federal vai arrecadar neste ano. Qualquer iniciativa nesse sentido é incoerente e o governo deve buscar os recursos dentro do orçamento da União", afirmou.
Sobre a "cruzada contra a CSS", Skaf acredita que a sociedade vai dizer não ao tributo, da mesma forma quando 1,5 milhão de brasileiros assinaram manifesto pelo fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), no final de 2007. O presidente da Fiesp/Ciesp afirmou que aposta no bom senso do Senado Federal, que em dezembro do ano passado disse não à CPMF, apesar da aprovação ocorrida anteriormente na Câmara dos Deputados.
O discurso de Skaf foi endossado pelo governador em exercício do estado de São Paulo, Alberto Goldman, que também criticou a aprovação da contribuição. Ele observou que não vê sentido nem bom senso em qualquer aumento de impostos ou taxas num momento em que se estuda o projeto da reforma. "Reforma tributária é questão de política estratégica de governo, de estratégia da sociedade e de Estado e de como vamos pensar o país de amanhã", disse Goldman.
Nivaldo Souza e Odair Souza, para Agência Indusnet Fiesp
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