Taxa Selic está 2% acima do ideal para o momento no País, diz Fiesp
Nota Oficial
Para o presidente da federação, Governo deveria buscar adequado equilíbrio fiscal com a redução das despesas financeiras e o aumento de eficiência na gestão pública
Em passado recente, os setores produtivos eram uma voz solitária reclamado contra as altas taxas de juros praticadas no Brasil. Hoje, vários analistas de mercado, banqueiros e, até mesmo, ex-dirigentes do Banco Central concordam que a Taxa Selic está 2% acima do que seria o ideal para este momento do País.
Isto implica gastos com juros da Dívida Pública de R$ 23,4 bilhões/ano que, somados ao aumento da carga tributária explícita no projeto de Orçamento para 2008, resultam em exato 1,4% do PIB. Ou seja, o mesmo que arrecada a CPMF.
E o Governo ainda insiste em renovar essa contribuição provisória com prazo legal para terminar e que carece de qualidade tributária, ao invés de buscar adequado equilíbrio fiscal com a redução das despesas financeiras e o aumento de eficiência na gestão pública, o que lhe permitiria fazer mais gastando menos, comentou Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ao conhecer a decisão do Copom quanto à Taxa Selic, anunciada na reunião deste 5 de setembro de 2007.
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)
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