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Fiesp apóia Frente Parlamentar contra a CPMF
De acordo com o presidente da entidade, a nova prorrogação do tributo, que não é mais usado para a saúde, representa um desrespeito com a sociedade
 Skaf, dep. José Carlos Vaz de Lima, Caramez e D'Urso |
Foi lançada hoje (28), na Assembléia Legislativa de São Paulo, a Frente Parlamentar Contra a CPMF e pela Redução da Carga Tributária, iniciativa do deputado estadual João Caramez (PSDB). Com a adesão de 25 parlamentares de diferentes partidos, a Frente pretende acabar com a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) instituída em 1996 com a alíquota de 0,20% e destinação integral para o financiamento das ações e serviços de saúde.
Para Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a nova prorrogação deste tributo, que não é mais utilizado para a saúde, é um desrespeito com a sociedade. Este é um assunto importante para o Brasil, por isso os 94 deputados estaduais devem aderir à Frente, principalmente por os paulistas pagarem mais de 60% da contribuição.
Em 2006, a CPMF arrecadou R$ 32 bilhões e, para este ano, a previsão é algo em torno dos R$ 35 bilhões. A soma dos 11 anos de arrecadação, incluindo 2007, alcança R$ 185 bilhões.
Manter essa contribuição, que deveria ser provisória e que teve aumento da alíquota para 0,38%, é uma questão jurídica e uma traição com o povo, afirma Luis Flávio D´Urso, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil seção São Paulo (OAB SP).
Na avaliação do deputado estadual, João Caramez (PSDB), que lidera a Frente, justificativas para acabar com a CPMF não faltam. Além desse imposto não cumprir o seu objetivo com a saúde, ele tira mais de quem pode pagar menos.
Roberta Scrivano, Agência Indusnet Fiesp Foto: Kênia Hernandes
Entenda por que a CPMF é um problema para o Brasil e participe do abaixo assinado pelo fim do imposto
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